Capturar22

Especialista aponta estratégias para tornar atendimento oftalmológico inclusivo a crianças com TEA

Especialista aponta estratégias para tornar atendimento oftalmológico inclusivo a crianças com TEA

O atendimento oftalmológico de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige uma abordagem diferenciada para superar barreiras sensoriais e comportamentais. Segundo a oftalmologista Raíra Fortuna, cerca de 40% das crianças com TEA apresentam transtornos de ansiedade associados, enquanto menos de 4% dos especialistas relatam ter recebido capacitação específica para atender esse público. A falta de adaptação no ambiente clínico pode levar à interrupção de exames essenciais, prejudicando o diagnóstico de condições como o estrabismo, que atinge 41% desse grupo, conforme dados apresentados durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), em Salvador.

Estratégias para um atendimento humanizado

Para a médica, o que é frequentemente interpretado como mau comportamento na consulta é, na verdade, uma resposta à sobrecarga sensorial em um ambiente despreparado. A especialista defende que a mudança começa com a preparação prévia, utilizando o agendamento inteligente para evitar longas esperas e o envio de materiais visuais, como vídeos do consultório, para garantir previsibilidade à criança. A coleta de informações sobre gatilhos sensoriais e interesses específicos antes do encontro é fundamental para estabelecer um canal de comunicação mais seguro.

Adaptação do ambiente e execução técnica

A adaptação do espaço físico é outro pilar essencial para o sucesso clínico. A redução de ruídos, o controle da intensidade das luzes e a permissão para que a criança utilize objetos de conforto são medidas que diminuem o estresse. Durante a execução dos exames, a médica sugere o uso de frases curtas, a demonstração prévia dos equipamentos e a oferta de escolhas, como definir qual olho será testado primeiro. Essas práticas respeitam o tempo de processamento da criança e evitam contatos físicos inesperados.

Capacitação e compromisso profissional

Raíra Fortuna enfatiza que o sucesso do atendimento depende de uma equipe multidisciplinar capacitada e sensível às necessidades neurodivergentes. Ao ajustar a forma como os exames são conduzidos, o profissional não apenas garante a saúde ocular, mas também promove a inclusão e o respeito aos direitos da criança. Para mais informações sobre as diretrizes da área, acesse o portal da CBO.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Postar um comentário

Postagem AnteriorPróxima Postagem

PUBLICIDADE DOMAIN

JTihhdn

PUBLICIDADE PORTAL