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MP investiga possível desvio de verba do Wifi Livre SP para filme sobre Bolsonaro

MP investiga possível desvio de verba do Wifi Livre SP para filme sobre Bolsonaro

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apura suspeitas de que recursos públicos destinados ao programa WiFi Livre SP tenham sido utilizados, de forma indireta, para financiar a produção do filme Dark Horse, longa-metragem biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação ganhou novos contornos após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a retirada do sigilo sobre os documentos do caso.

Contrato milionário sob suspeita

O foco da apuração recai sobre um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O objetivo do acordo era a instalação e operação de 5 mil pontos de acesso à internet em comunidades da capital paulista. Segundo o plano de trabalho, o valor mensal repassado ao instituto chegava a R$ 9 milhões, com custos detalhados para locação de equipamentos, recursos humanos e relatórios técnicos.

Indícios de confusão patrimonial e sobrepreço

A Polícia Civil de São Paulo identificou o que chamou de "expressiva discrepância econômica" nos valores praticados. Enquanto contratos anteriores com a Prodam previam custos significativamente menores, o acordo com o ICB estabelecia o pagamento de R$ 1.800 mensais por ponto instalado, sem uma justificativa técnica clara para a diferença de preço. Os investigadores apontam indícios de "desvio de finalidade e confusão patrimonial" envolvendo a representante do ICB, Karina Ferreira da Gama, que também exerceria controle sobre a Go Up Entertainment Ltda., produtora responsável pelo filme.

Investigação em curso

O MP-SP sustenta que, durante a vigência dos repasses públicos ao instituto, a investigada teria iniciado a produção do longa, cujo custo total é estimado entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões. A suspeita é de que parte das verbas captadas pela ONG tenha sido desviada para viabilizar o projeto cinematográfico. Em nota oficial, a defesa de Karina afirmou ter recebido a decisão de Flávio Dino com "absoluto respeito" e segue acompanhando os desdobramentos da apuração conduzida pelas autoridades paulistas. Mais detalhes sobre o caso podem ser consultados no portal Supremo Tribunal Federal.

Fonte: bnews.com.br

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