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OCDE aponta que 9% dos professores da rede pública brasileira não possuem qualificação completa

·Por: Portal Sebastianense
OCDE aponta que 9% dos professores da rede pública brasileira não possuem qualificação completa

Relatório divulgado nesta terça-feira (29) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que 9% dos professores da educação básica pública no Brasil não possuíam qualificação completa entre 2024 e 2025. O índice, que engloba docentes sem diploma, certificação ou formação pedagógica específica, está alinhado à média global dos países membros da organização, que é de 9,1%.

Desafios na formação e retenção docente

O documento Panorama da Educação 2026 destaca que a escassez de profissionais qualificados é um entrave recorrente, impulsionado por dificuldades de recrutamento em áreas remotas e vulneráveis. Disciplinas como matemática e ciências naturais concentram os maiores déficits. Para Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, a valorização da carreira é uma estratégia fundamental para o futuro do país, indo além da simples contagem de profissionais formados.

Saída de profissionais e condições de trabalho

A rotatividade também preocupa: em 2022, 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão no Brasil, superando a média da OCDE de 6,4%. A insatisfação com as condições de trabalho e os salários é apontada como um fator crítico. Enquanto 44,3% dos docentes brasileiros se dizem satisfeitos com o ambiente escolar, a média internacional chega a 68,4%. No quesito salarial, a satisfação no Brasil é de apenas 22,3%, frente aos 38,7% observados entre os demais países da organização.

Políticas públicas e estratégias de atração

Em resposta ao cenário, o Ministério da Educação (MEC) reforça o papel do Piso Nacional do Magistério, fixado em R$ 5.130,63, e de programas como o Pé-de-Meia Licenciaturas. Segundo o ministro Leonardo Barchini, a iniciativa foi responsável por um aumento de 106% nas matrículas de estudantes de alto desempenho em cursos de licenciatura entre 2024 e 2026. O governo também aposta na atração de profissionais em segunda carreira, modalidade que já representa 11,5% do corpo docente nos anos finais do ensino fundamental no país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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