
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em supostas irregularidades no financiamento do filme Dark Horse. A obra, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria recebido um aporte de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Origem das suspeitas e desdobramentos
A investigação, que teve seu sigilo parcialmente levantado na última quinta-feira (10), apura se o senador teria solicitado diretamente o repasse dos valores. O inquérito é um desdobramento da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias e corrupção envolvendo o grupo de Daniel Vorcaro. Além de Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é citado como possível beneficiário de parte dos recursos.
Delação e contexto jurídico
O pedido de instauração do inquérito foi formalizado pela Polícia Federal (PF) com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na última quarta-feira (11), o ministro André Mendonça homologou a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", que teria atuado na operacionalização de repasses em dinheiro vivo para o projeto cinematográfico. O caso ganhou repercussão após a divulgação, pelo portal The Intercept Brasil, de áudios em que o senador discute a busca por recursos privados para a produção.
Posicionamento da defesa
Embora a autorização para a investigação tenha se tornado pública, o teor detalhado dos autos permanece sob sigilo por decisão do magistrado. Desde a revelação dos áudios, o senador Flávio Bolsonaro não contestou a autenticidade das gravações, sustentando que a busca por financiamento privado para a obra não configura qualquer ilegalidade. A defesa do parlamentar ainda não se manifestou sobre a abertura do novo procedimento investigativo.
Fonte: jornalcandeias.com.br

