
O governo federal, ministérios e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateram publicamente as declarações feitas pela lobista Roberta Luchsinger. Em entrevista à imprensa, a empresária afirmou que integrantes do alto escalão do Executivo recorriam a ela e a Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente, para obter acesso facilitado a agendas institucionais e prioridade na tramitação de projetos oficiais.
Pastas da Educação e Comunicações contestam alegações
Diante das afirmações, os órgãos citados emitiram posicionamentos oficiais rechaçando qualquer interlocução irregular. O Ministério da Educação declarou que nunca manteve tratativas ou conversas com a empresária ou com o filho do presidente. Da mesma forma, a assessoria do ex-ministro da Educação Camilo Santana negou qualquer relação profissional ou pessoal com a investigada, ressaltando que o parlamentar jamais tratou de negócios governamentais com familiares do chefe do Executivo.
O Ministério das Comunicações também se manifestou, reiterando que todas as solicitações relativas à agenda governamental ocorrem estritamente por meio de canais formais e institucionais. A pasta garantiu que jamais utilizou intermediários privados para a marcação de compromissos ou encaminhamento de demandas públicas.
Defesa de ex-chefe de gabinete e posicionamento do Palácio do Planalto
A defesa de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência, afirmou que o encaminhamento de agendas fazia parte das atribuições rotineiras do cargo. Quanto a repasses financeiros, os advogados esclareceram que os valores recebidos da empresária correspondiam ao reembolso de um empréstimo pessoal quitado, descartando qualquer uso da função pública para favorecimento privado.
O presidente Lula negou qualquer envolvimento com a empresária e afirmou desconhecer as tratativas mencionadas. Em nota, o presidente questionou o momento da divulgação das denúncias e reforçou que denúncias sem comprovação costumam ser usadas em períodos eleitorais para impactar a opinião pública. O governo destacou ainda que não existe nenhum contrato formal da União com a investigada, conforme consta nos registros do portal oficial do Governo Federal.
Investigação da Polícia Federal e desdobramentos do caso
A empresária Roberta Luchsinger é alvo de apurações da Polícia Federal em investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em suas declarações, a lobista manifestou a intenção de formalizar um acordo de delação premiada junto aos órgãos de controle.
Além de afirmar ter participado de reuniões com integrantes da gestão federal, a investigada declarou que vem sofrendo intimidações e ameaças. O caso segue sob apuração das autoridades competentes para avaliar a veracidade das acusações e eventuais desdobramentos legais.
Fonte: bnews.com.br

