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Maioria dos brasileiros rejeita uso de celulares por crianças de até 3 anos

·Por: Portal Sebastianense
Maioria dos brasileiros rejeita uso de celulares por crianças de até 3 anos

Preocupação com o uso precoce de telas

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela que 82% dos brasileiros são contrários ao uso de celulares por crianças de até três anos de idade. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (9), aponta que a resistência diminui conforme a idade avança, mas permanece expressiva: 75% dos entrevistados também desaprovam o acesso de crianças entre quatro e sete anos aos dispositivos móveis.

O estudo ouviu 1.367 pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro. A percepção dos adultos sobre o comportamento infantil é clara: 83% acreditam que as crianças atuais preferem o entretenimento digital à convivência em espaços abertos. Em contrapartida, 73% dos entrevistados defendem que brincar na rua é uma opção mais saudável para o desenvolvimento infantil do que o tempo excessivo diante das telas.

Diretrizes e proteção digital

As recomendações oficiais reforçam a cautela. O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal, orienta que crianças menores de dois anos não sejam expostas a telas, exceto para videochamadas com familiares. Além disso, o cenário legal mudou com a implementação do ECA Digital, que exige que menores de 16 anos tenham contas em redes sociais vinculadas ao responsável legal, visando maior segurança online.

Mudanças culturais e o papel do brincar

Além do uso de tecnologia, o levantamento abordou a visão da sociedade sobre as brincadeiras infantis. Embora 63% dos brasileiros afirmem que as atividades lúdicas não deveriam ser definidas por gênero, o preconceito ainda persiste. Cerca de 36% dos entrevistados consideram inadequado que meninos brinquem de boneca ou meninas de carrinho. Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, embora a ideia de igualdade tenha ganhado espaço, o desafio de transformar essa percepção em prática cotidiana ainda é uma realidade no país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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