
O Partido Liberal recorreu à Justiça na Bahia para tentar impedir a realização de eventos religiosos na Orla de Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A iniciativa judicial visava barrar as programações conhecidas como Celebra Subúrbio e Vem Louvar, que contaram com a participação de públicos católicos e evangélicos.
De acordo com os organizadores das celebrações, a movimentação jurídica provocou um atraso de aproximadamente quatro horas no início das atividades gratuitas de fé e música. A contestação apresentada pela legenda argumentava sobre a possibilidade de as concentrações caracterizarem um formato de showmício.
questionamento jurídico sobre eventos religiosos
A argumentação jurídica apresentada pelo partido apontava para o risco de o encontro configurar propaganda eleitoral disfarçada de evento religioso. A legislação brasileira impõe restrições severas a apresentações artísticas e comícios que possam desequilibrar o pleito ou promover candidaturas de forma irregular.
Apesar da tentativa de suspensão protocolada pela sigla, os eventos receberam autorização judicial para ocorrer. A liberação permitiu que fiéis participassem das programações culturais e espirituais planejadas para a região da capital baiana.
decisão do tribunal e continuidade da programação
A ordem que garantiu a realização dos atos religiosos foi proferida pelo desembargador Abelardo Paulo Matta Neto. Atuando como relator do caso, o magistrado permitiu o prosseguimento das atividades previstas com o respaldo institucional do Governo da Bahia.
As festividades ocorreram após o impasse jurídico ser solucionado pelas instâncias competentes, reunindo os cidadãos para as apresentações programadas na Orla de Praia Grande sem novas interrupções significativas na agenda oficial.

