Por aqui, ganhou contornos ainda mais abrangentes quando os nordestinos abraçaram o período festivo por ser também uma época de chuvas na região, historicamente atingida pela seca, fortalecendo, assim, a colheita de plantações de milho, principal ingrediente das receitas juninas, entre outros alimentos, além de garantir o respiro da economia para o restante do ano.
Do Nordeste, seguiu para as outras regiões do país, sempre preservando suas tradições fundamentais: as comidas, a fogueira, as fantasias, os balões e ritmos musicais: forró, baião, xote e xaxado, dança tipicamente pernambucana.
Mas, de uns tempos pra cá, a coisa mudou.
Os balões, por falta de fiscalização, foram proibidos com a justificativa de serem perigosos, as fogueiras perderam espaço e hoje se limitam aos interiores do Brasil e a música se diversificou, abrindo espaço, principalmente, para o sertanejo, estilo musical absolutamente dominante na indústria musical nacional de hoje.
Diante disso, surgiu a polêmica, levantada por Elba Ramalho e outros artistas de forró e semelhantes: deveria o sertanejo moderno fazer parte dessa celebração e, se sim, deveria ele ser atração principal?
A discussão é complexa e longa, assim como a justificativa para cada uma das tradições que estão se transformando com o passar dos anos e até se perdendo.
Fonte: Forró, fogueira e balão: as tradições do São João que estão perdendo espaço – Vírgula (virgula.com.br)


