A Crusoé acompanhou a libertação dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Com churrasco e dinheiro vivo, uma rede foi criada para apoiar os ex-presidiários.
Uma mesa fartamente servida com café, bolo, sucos, canjica doce, quentinhas com churrasco – compradas numa conhecida churrascaria de Brasília – além de litros de refrigerantes geladinhos aguardam os 173 manifestantes, que participaram dos atos de vandalismo em Brasília no dia 8 de janeiro, recém libertados na quarta-feira (1º) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vestidos com roupas brancas, os ex-presidiários desembarcam em ônibus vindos diretamente da Papuda ou da Colmeia no Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico (Cime), localizado na antiga Rodoferroviária da capital federal. O grupo é recepcionado por advogados e alguns poucos familiares, já que a maioria é de outros estados do país. Todos orientados a não conversar com jornalistas.
À margem da movimentação de “boas-vindas” aos recém egressos do sistema prisional, orbita uma silenciosa rede de apoio formada por apoiadores da extrema-direita, conforme testemunhado pela reportagem da Crusoé. Incumbidos de atender às necessidades mais urgentes dos companheiros, eles distribuem roupas, um prato de comida, passagens de ônibus para suas cidades e dinheiro vivo.
Debruçado sobre o gradil que isolava o Cime, o empresário e youtuber João Victor Oliveira Araponga Salas, mais conhecido como João Salas, observa a movimentação na unidade penal responsável por cumprir as decisões judiciais que envolvem a monitoração de pessoas por meio de tornozeleiras eletrônicas.
As informações são do site O ANTAGONISTA

